Marcelo Menna Barreto escreveu:
Para o professor da PUCRS, Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo, a ideia de um apagão na segurança pública é alarmista. Ele reconhece que as demandas corporativas dos policiais são legitimas, porém contemplam uma visão parcial da questão.
“Na minha opinião, de maneira geral, o Rio Grande do Sul evoluiu em matéria de política de segurança pública na gestão Leite, em relação ao período anterior, que foi um período catastrófico. O governo, tanto no primeiro mandato quanto, agora, no segundo, não tem trabalhado numa linha de populismo punitivo, ao contrário, tem trabalhado em cima de evidências e tem feito uma política de segurança com base em resultados. Isso tem sido interessante”, avalia Azevedo.“A questão da forma como o governo lida com as demandas corporativas é sempre um tema tenso, mas não houve atraso no pagamento de salários, enfim, e tem havido concursos. Agora mesmo foi aberto”, conclui.
Fábio Castro, da Ugeirm, concorda com a chamada evolução apontada por Azevedo, mas credita boa parte aos policiais e evidencia sua preocupação com políticas de retenção do efetivo. Em contraponto ao professor, ele relata situações preocupantes.
Por exemplo, 71 municípios gaúchos operam delegacias com apenas um policial. “Se ele sair de férias, tem que buscar outro em outra localidade ou fechar a delegacia”, relata o dirigente ao lembrar que já há proposta da Ugeirm de fechar essas repartições que se localizam em pequenas cidades e agrupá-las em polos regionais. “Mas, aí é aquela história. Compra-se briga com os prefeitos, com os vereadores”, ressalva.
Delegacias pegando fogo e cidades com um só policial civil no RS
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