Ou seja, explica a filósofa, é como se, na praça pública, alguns falassem usando um megafone e os outros se expressassem em surdina. Há liberdade de expressão, mas muito do que é dito não é escutado. Como Monique Canto-Sperber constata, certos pontos de vista tornam-se hegemónicos, enquanto as refutações e rectificações são inaudíveis. “Já não há um ‘livre mercado de ideias’, para usar a expressão do filósofo John Stuart Mill, e a liberdade de expressão é dissolvida na viralidade do falatório”.

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